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Todo erro nasce de uma tentativa de acertar e, no entanto, há uma abominação generalizada contra o erro. Essa afirmativa da psicóloga Flávia Melissa traz uma paz enorme. Coloca o homem na posição de apenas um ser em busca do progresso, rumo à perfeição.

Ao mesmo tempo, ela abre perspectivas que são inimagináveis para aqueles que se apegam à abominação ao erro o que condena os indivíduos à culpa eterna. Há que se lembrar que o erro, tão combatido e rejeitado, é apenas uma das fazes do processo de aprendizagem, da qual não há como fugir.

No seminário O perdão e o autoperdão, ministrado pelo conferencista espírita Divaldo Pereira Franco, tive o primeiro contato com esta explicação em torno do erro. Ele comentava sobre o péssimo ato que as criaturas têm de afirmar que se voltassem no tempo fariam tudo diferente.

Elas dizem isso pois desejariam voltar com o aprendizado adquirido até o momento presente. Péssimo ato, pois uma vez passado, o tempo não volta e caso ocorresse um processo possibilitando esta viagem, seria impossível manter o conhecimento atual.

Sendo assim, Franco sugere que as pessoas aceitem o fato de que o erro é cometido, pura e simplesmente, por falta de conhecimento da maneira correta de agir. É que no sistema desenvolvido e sustentado ao longo dos séculos de culpar quem o pratica, ele passa a ser pesado demais.

Afinal de contas, a culpa paralisa e condena o culpado a carregá-la indefinidamente, pelo simples fato de que ela se constitui uma situação definitiva, sem opção de aprendizado ou qualquer proveito útil.

Autoconhecimento

O erro precisa ser reconhecido no processo de autoconhecimento para as devidas correções de atitudes.

O erro precisa ser reconhecido no processo de autoconhecimento para as devidas correções de atitudes. (Foto: internet/reprodução)

E já em 2014, me empenhei com mais recursos à minha viagem interior. O único objetivo é alinhar o íntimo com as energias positivas do universo e deparei-me com o canal do You Tube da psicóloga, Flávia Melissa.

Ela trabalha exatamente neste viés de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal e oferece contribuição valiosa. São questionamentos a cerca do ser e razões pelas quais sofremos ou interrompemos processos dolorosos.

Tem um vídeo que aborda os mecanismos da sincronicidade. Nele, Melissa alerta exatamente para a interferência da culpa na qualidade da nossa energia mental.

Como já abordado anteriormente aqui no Por que gente é assim? a culpa é de fato uma perda de tempo, energia e oportunidade de se processar o aprendizado. E Flávia Melissa faz afirmativa muito alinhada com a de Divaldo Franco, quando afirma que todo erro nasce de uma tentativa de acertar.

Na realidade, nos dois pensadores citados, observa-se a necessidade de uma mudança de postura, baseada numa linguagem inclusiva e generosa. Esta linguagem é capaz de promover o ser humano a um patamar de ser em desenvolvimento e com dignidade para ser conduzido aos níveis de aprendiz.

Claro que um aprendiz com sérias dificuldades de lidar com o próprio campo emocional. Diversas dores e pesos simplesmente são colocados em suas costas, por simples interpretações equivocadas a cerca de sua bondade.

Errar é humano

O erro é a única forma de aprender a como não fazer todas as coisas.

O erro é a única forma de aprender a como não fazer todas as coisas. (Foto: internet/reprodução)

Em sua essência, a criatura é boa. Afirmo sem o menor medo de errar. Para se constatar isso, basta observar a criança dentro da sua pureza, ingenuidade. Por força do tratamento destinado a ela no processo de educação, pode acabar por desenvolver técnicas de dissimulação, falsidade e até mesmo modalidades de crueldade.

http://www.porquegenteeassim.com.br/post/todo-erro-nasce-de-uma-tentativa-de-acertar/174

 

Isso tudo, porque o erro é corrigido com um rigor impiedoso. Daí, ela entende que se errar, passa a ser considerada a pior das criaturas sobre a face da terra e, portanto, indigna de amor, consideração, amizade. E passa a fingir que só acerta.

 

Tudo isso, a leva para muito longe da humanidade o elemento salvador de todos os males e solvente de todos os problemas existenciais, o perdão. Quem é incapaz de tolerar o erro, seja seu ou de terceiros, não tem como postular uma vida regada a benesses, venturas e paz de espírito.

 

A razão é muito simples. Errar é uma prerrogativa do indivíduo, que só aprende a fazer o certo, após inúmeras tentativas fracassadas e a compreensão de qual é a maneira correta de agir. Simples assim.

 

Quem não perdoa, não é mesmo nem capaz de sustentar aquele germezinho capaz de nos levar à sensação de emoções positivas. Torna-se árido, áspero, com dificuldades imensas de relacionamento, por não conseguir lidar com o fato imutável de que está sujeito a falhar.

 

Isso mesmo. Este tipo de gente acaba por ser inflexível com os demais, por não querer se expor à própria condição de criatura falível. Isso amedronta profundamente a maioria das pessoas que teimam em ser perfeitas, mas não se dispõem a traçar o caminho para alcançar a perfeição.

 

Portanto, se você deseja uma vida mais ditosa, com qualidade e perspectivas positivas de crescimento e aproveitamento, conquiste imediatamente ferramentas para tolerar o erro e conquistar o perdão. Não há como fugir do erro, muito menos como superá-lo sem o auxílio do perdão e da aceitação.

 

Essas duas qualidades são muito menosprezadas pelos viventes, mas fundamentais para seu desenvolvimento. Elas possibilitam o desligamento do fato gerador de ódio e outras emoções nocivas e a constatação de que a realidade não muda ao nosso bel prazer. Nós é que precisamos nos adaptar a ela, para que dela possamos retirar as melhores lições.

 

Muita paz e alegria a todos!

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