Polícia Civil de pernambuco decreta greve de 24 horas nos dias 23 e 25 de outubro

Vítima atuou na acusação de um Martins
18 de outubro de 2013
Palestra com Dra. Katarine Delgado tema espiritualidade frasciscana – Escola São Francisco de Assis
18 de outubro de 2013

Paralisação setorial, deve atingir servidores do DHPP e Complexo de Prazeres

reprodução
 Durante assembleia realizada pelo sindicato dos Policiais Civis de Pernnambuco (Sinpol-PE), na noite desta quinta-feira (17) foi aprovada paralisação setorial de 24 horas, além da manutenção do estado de greve. A primeira paralisação deve acontecer no próximo dia 23, no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A segunda, segundo o Sinpol, acontece no dia 25, no Complexo de Prazeres. Ainda durante a assembleia, foi formada uma comissão envolvendo membros da diretoria e da categoria, com o objetivo de definir os próxmos protestos e paralisações.


Segundo a categoria, o salário recebido em Pernambuco está entre piores do país. Além disso, eles também reclamam do congelamento de dois anos do Plano de Cargos e Carreiras, falta de estrutura nas delegacias, e falta de efetivo. Ainda de acordo com informações, desde o ano de 2007, 38% dos policiais contratados já pediram exoneração, o que o sindicato entende como um desestímulo para continuar na categoria.

Ainda entre as reclamações, os policiais reclama que o vale-alimentação está congelado há cinco anos, ao valor de R$ 7. Em relação à carga horária, eles dizem que está excessiva, tendo dado um salto de 30 para 44 semanais. Diante disso, eles pedem um reajuste do vale refeição proporcional ao aumento da carga horária.

Outra insatisfação da Polícia Civil está relacionada à distorção salarial, cuja promessa do Governo seria ao menos de que fosse reduzida. A exemplo disso, a categoria destaca que atualmente, um delegado em início de carreira recebe em torno de R$ 8,2 mil, enquanto que um agente com 30 anos de serviço recebem em torno de R$ 4,2 mil, o que configura, segundo o Sinpol, como uma distorção de 72%. Por fim, o sindicato, reclama ainda da gratificação de risco de vida de um delegado, que é de 225%, contra o de um agente, que é de 100%.

Wagner Santos, do FolhaPE

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *