Pista onde estudante perdeu couro cabeludo é interditada pelo Procon

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A pista de kart onde ocorreu o acidente que provocou a perda do couro cabeludo da estudante Débora Stefany Dantas Oliveira, de 19 anos, que está em estado grave no Hospital da Restauração, foi interditada no início da tarde desta segunda-feira (12). De acordo com as equipes do Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon) e do Corpo de Bombeiros, o equipamento não dispunha das devidas licenças de funcionamento exigidas pelo poder público.

O circuito, operado pela Adrenalina Kart, foi instalado na área de estacionamento de um supermercado em Boa Viagem. De acordo com a chefe de fiscalização do Procon, Danielle Sena, o proprietário da empresa alegou que esperaria o negócio dar certo para só então dar entrada na regularização da pista. “Ele disse que é uma atividade recente e que estava aguardando um prazo de 30 dias para dar entrada na documentação, mas a gente sabe que legalmente não é assim que se procede”, explica ela. A pista funciona desde o início de julho no local e a família mantém equipamentos do tipo em todo o Brasil há 20 anos.

Além da interdição, o proprietário do circuito também deve responder a um processo administrativo e, caso se comprove a responsabilidade dele na falta de regularização da atividade, ele pode ser obrigado a pagar multas. Além da falta do alvará, os responsáveis pela empresa também podem responder pelo fato de Débora não estar usando equipamentos obrigatórios de segurança, como um macacão de corrida, nem te recebido as devidas instruções de segurança, conforme relatado por um tio da vítima que presenciou o acidente.

De acordo com o pai do proprietário da pista, que se identificou apenas como Vanderlei, o filho está abalado e foi até o Hospital da Restauração para prestar assistência á vítima. “Nossa preocupação não é com a operação da pista, é com a saúde da moça que se acidentou. A pista já ia ser encerrada porque os negócios já não iam bem no Recife. A gente trabalha com isso há 20 anos e nunca havia registrado acidente em nenhum das pistas no Brasil”, afirmou. Para ele, o caso foi uma fatalidade.

Ele confirmou que costuma trabalhar como pessoa física nos primeiros dias de operação dos circuitos até perceber se o negócio vai engrenar. Caso o retorno seja positivo, explica, a empresa assume a circuito e  busca a regularização. Ele também afirmou que os itens de segurança exigidos para que os usuários façam as corridas com segurança — um elástico para o cabelo e uma balaclava — foram devidamente fornecidos. Segundo o pai do proprietário da pista, Débora recebeu as instruções de segurança feiras de forma rotineira em uma sala e assinou um termo de ciência assumindo que tinha conhecimento das orientações.

Débora esperou o socorro por meia hora

Depois de ter o couro cabeludo arrancado, a estudante precisou passar por uma cirurgia de emergência na qual foi feita a tentativa de reimplantar o fragmento perdido e segue em estado grave no Hospital da Restauração (HR). O acidente aconteceu na tarde do domingo (11). 

De acordo com testemunhas, os cabelos de Débora se soltaram do capacete e foram puxados com grande violência pelo motor do veículo que ela guiava, ficando com parte do crânio exposto. Ela estava no local em companhia do noivo e do tio e imagens captadas por eles registraram o acidente. Segundo testemunhas, o equipamento não dispunha de socorrista e foi preciso esperar meia hora até a transferência dela para uma unidade de saúde. Os responsáveis pela pista estão negociando uma possível transferência da vítima para um hospital particular.

Fonte – https://www.op9.com.br/pe/noticias/pista-onde-estudante-perdeu-couro-cabeludo-e-interditada-pelo-procon/

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