PÍLULA DO DIA SEGUINTE: O QUE ACONTECE DEPOIS DE TOMAR O CONTRACEPTIVO DE EMERGÊNCIA?

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A pílula do dia seguinte é um método de emergência que atua no bloqueio da ovulação para evitar uma gravidez. Seu uso é indicado em algumas situações, como quando a camisinha fura durante a ejaculação, quando houve falha na administração da pílula oral ou se o preservativo foi esquecido. Pode parecer uma solução rápida, mas esse recurso deve ser utilizado com cuidado, porque possui uma dosagem hormonal alta de uma só vez, diferente da pílula anticoncepcional de uso regular, que é distribuída ao longo do mês. O uso excessivo desse método pode trazer efeitos colaterais a curto e longo prazo. O Só Delas conversou com o ginecologista Alexandre Zabeu Rossi para saber o que acontece depois de tomar o contraceptivo de emergência.

Como se deve tomar a pílula do dia seguinte

Existem dois tipos de pílula do dia seguinte: um tipo contém apenas uma pílula de 1,5 mg de levonorgestrel e outro que contém duas pílulas com 0,75 mg cada para serem ingeridas em horários diferentes. A dosagem hormonal delas é a mesma, portanto, a única diferença é a administração. A pílula única deve ser ingerida até 72 horas após o ato sexual sem preservativo. Já para a cartela dupla, a primeira deve ser ingerida após a relação sexual e a segunda depois de 12 horas. Quanto mais distante da relação, menor será a eficácia do medicamento. Vale lembrar que a eficácia é maior nas primeiras 24 horas. 

Não é recomendado usar a pílula de emergência mais de uma vez por mês, pois isto reduz a eficácia do hormônio no organismo e desregula o eixo hormonal da mulher, gerando ausência ou atraso da menstrual e outros efeitos colaterais. 

Como a pílula do dia seguinte atua para prevenir a gravidez

A objetivo da pílula do dia seguinte é bloquear a ovulação e dificultar o acontecimento gestacional. Ela é composta com alta dose do hormônio levonorgestrel, um derivado sintético da progesterona, e age inibindo o eixo hormonal feminino com consequente impedimento ou retardo da liberação do óvulo (ovulação). Além disso, a pílula também impede a formação do endométrio (camada que reveste o útero para proteger o embrião) e torna o ambiente do útero (naquele momento) hostil para o espermatozóide, impedindo que ele chegue ao óvulo caso já tenha ocorrido a ovulação. Durante este processo, a produção dos hormônios sofre alterações, o que pode resultar na desregulação da menstruação. 

Possíveis efeitos colaterais da pílula do dia seguinte 

Após tomar a pílula do dia seguinte, o organismo precisa se readaptar aos hormônios ingeridos em alta dose. Por conta disso, podem surgir alguns efeitos colaterais nos dias posteriores. Veja quais são: 

– Enjoos;
– Dor de cabeça;
– Diarreia;
– Vômito;
– Irregularidade na menstruação;
– Acne.

De acordo com o ginecologista, as mudanças provocadas pela alteração do eixo hormonal podem demorar até quatro meses para normalizar, tempo necessário para os hormônios femininos voltarem a produção normal, fazendo com que a ovulação e o ciclo menstrual regularizem novamente. “Neste período, pode não ocorrer a menstruação ou haver a diminuição do intervalo entre as menstruações”, diz o médico. Também é comum sentir enjoos e o surgimento de acne pelo fato da progesterona presente nesta pílula (levonorgestrel) ter tendência a formar hormônios masculinos que podem predispor à acne. 

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Alexandre Zabeu Rossi – Especialista em Ginecologia e Obstetrícia e Diretor da Clínica Rossi
CRM: 79963 

fonte – https://www.sodelas.com.br/noticia/pilula-do-dia-seguinte-o-que-acontece

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