Fotógrafo usou arma de padrasto para matar ex-namorada e sogro

Escovação noturna é a mais importante
14 de outubro de 2017
Como evitar roubos nos aeroportos
14 de outubro de 2017

Além da arma de padrasto, Paulo Roberto também usou algemas para praticar crime em Serrambi. Ex-sogra continua internada no Hospital Dom Hélder Câmara

A Polícia Civil realizou na manhã desta sexta-feira (13) uma coletiva para apresentar os detalhes sobre o assassinato de duas pessoas seguido de suicídio registrado na noite dessa quinta-feira (12), em Serrambi, Litoral Sul do Estado. De acordo com o delegado Joselito Kehrle, chefe do órgão, o fotógrafo Paulo Roberto Correia da Silva, 30 anos, inconformado com o fim do relacionamento com Paula Maria Alencar Régis, 20 anos, pegou um revólver calibre 38 e algemas pertencentes ao padrasto dele, um sargento reformado da Polícia Militar que não teve o nome divulgado, e chegou até a casa da família da ex-namorada, aproveitando que ela estava de folga e havia ido visitar a família.

Inicialmente, o fotógrafo pediu às vítimas que se algemassem, mas após a recusa delas, ele atirou primeiro no ex-sogro, o médico aposentado Ênio Régis Biela, 58 anos, em seguida na ex-namorada, e por último na ex-sogra, Suzana Alencar Fonseca, de 45 anos, que foi atingida de raspão no pescoço. Paula e Ênio morreram na hora, Suzana sobreviveu. Após os disparos, Paulo Roberto atirou contra a própria cabeça e também morreu na hora.

Suzana, ao ver o ex-genro caído no chão, resolveu tirar a arma de perto dele, com medo de que levantasse e tentasse matá-la, escondendo o objeto em um balde. Ela foi socorrida para o Hospital Dom Hélder Câmara, no Cabo de Santo Agostinho, e seu quadro de saúde é estável e sem previsão de alta. Ela prestou esclarecimentos aos policiais na manhã desta sexta-feira (13).

Relacionamento

Paulo Roberto era casado e tinha uma filha de 5 anos, e há cerca de cinco meses deixou a família para ficar com a jovem de 20 anos. Eles moravam juntos, e quinze dias atrás, Paula resolveu terminar o relacionamento, que amigos e familiares afirmaram ser problemático, pelo ciúme de ambos.

A Polícia Civil afirmou que não há registros de ocorrências anteriores sobre agressões ou ameaças por parte de Paula Régis.

Liberação dos corpos

A família de Paulo Roberto esteve no Instituto de Medicina Legal do Recife, no início da tarde desta sexta (13). Ainda muito chocados com o que aconteceu, Anderson Santiago, irmão adotivo do fotógrafo, afirmou que durante toda a quinta-feira (12), Paulo esteve com a família e no fim da tarde, ao ir embora, o fotógrafo afirmou que iria resolver uma coisa. “Nunca imaginamos que isso iria acontecer. Ele não deu nenhum indício”, afirmou em entrevista à TV Jornal.

A família de Paula e Ênio Régis não havia aparecido no IML até as 18h desta sexta-feira (13), horário limite para liberação dos corpos. Segundo informações, os familiares mais próximos moram em Fortaleza e ainda estariam se locomovendo.

Investigação

A Polícia Civil vai aguardar a alta de Suzana Alencar Fonseca, única sobrevivente do crime, para que ela preste um depoimento oficial, conforme explicou o delegado Joselito Kehrle. “Dona Suzana prestou apenas alguns esclarecimentos. Só quando ela tiver alta, que prestar o depoimento, é que outros pontos sobre o relacionamento e o dia do crime serão esclarecidos”, explicou.

http://jconline.ne10.uol.com.br

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *